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O Feitiço Futebolístico

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

por Viviane Moraes - 19/06/09

Desde criança há duas coisas que sempre tive certeza e que carregava estampadas no meu convívio social: minha paixão pelo Sport Club Internacional e a Comunicação.
Sempre que saía com meu pai ─ também colorado ─ e ele encontrava algum conhecido que se declarava gremista na minha frente, logo o pai exclamava: “Cara, acabou de perder de a amiguinha aqui”. Na época, eu toda tímida, nem discutia. Dava aquele sorrisinho simpático e atacava a concorrência: “O Grêmio é que é muito ruim!”.
O tempo foi passando e no colégio eu tinha que revidar com força. O sorrisinho simpático não era suficiente. Eu falava, falava e falava. A prática levou à perfeição. De tanto falar comecei a adorar a tal da “Comunicação”. Todos me incentivavam. Diziam que eu tinha jeito pra isto. Passei do Ensino Fundamental até o Ensino Médio com a resposta do curso para qual prestaria vestibular na ponta da língua: JORNALISMO.
Até aí, tudo bem. Até que chegou o último ano. A hora da verdade. Sim, continuei na comunicação, mas enveredei para a PUBLICIDADE E PROPAGANDA. Concluí o curso e, pasmem: o título da minha monografia foi “Literatura Infantil na Publicidade”.
E agora me encontro feliz da vida na graduação de LETRAS e, estudando comunicação também, já que esta é uma das funções das diversas linguagens.
As minhas ambições profissionais mudaram. Seguem numa certa linha, porém algumas interferências durante o percurso. Somente uma coisa não mudou: o INTERNACIONAL. Desde criança que a resposta para aquela típica pergunta é a mesma: “Pra que time você torce?”. SPORT CLUB INTERNACIONAL, ora bolas!
É ele que me acompanha nas horas boas e ruins. É por causa dele que me recordo do meu pequeno grupo de amigos da infância que defendia com unhas e dentes o nome do GLORIOSO. Devido ao GIGANTE DA BEIRA-RIO que, mesmo com alguns problemas de relacionamento com meu pai, logo após me tornar uma CAMPEÃ DO MUNDO, mandei um breve e-mail: “Pai, o mundo é nosso!”
A paixão por um clube, não importa o país de origem, o tempo de existência, a divisão em que atua, é o grande feitiço futebolístico. O amor por um time de futebol une pessoas desconhecidas na vibração do gol no estádio; cria amigos, ficantes, namoros e até casamentos na hora da torcida; restabelece laços afetivos, quando tudo parece estar perdido. Já até me disseram que meu humor é regulado de acordo com a situação do INTER nas competições.
Eu amo o FUTEBOL. Eu amo o INTERNACIONAL. Por esses amores já tive paixões por colorados, palmeirenses, gremistas, corinthianos. Trago esta paixão da infância e levarei até o túmulo: “Diante do fim da vida não abro mão/Quero a bandeira do Inter no meu caixão/E não importa o que o padre irá dizer/Por que até lá no céu eu serei Inter”
Te amo, INTER!

Pra quem quiser conhecer o blog da Vivica, acesse www.damasdevermelho.blogspot.com

1 Responses:

Juliano Says:

Gostei muito do texto, parabéns. Aliás, é muito boa essa iniciativa da coluna. Os textos que aparecem aqui estão excelentes.
Abraço,
Juliano.

 

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