por Tauana Saldanha Gonçalves - 15/11/2009
Grande compositor, músico e cantor, Gustavo Lins conta um pouco de sua carreira em breve passagem por Porto Alegre.
..Imagem: Divulgação
.Desde os 16 anos de idade ele enfrenta o assédio da mídia e destaca a importância de ter uma família estruturada para lidar com as conseqüências de ser uma pessoa proeminente: “A oportunidade que eu tive foi muito boa, minha família sempre esteve ao meu lado, principalmente durante essa fase”, explica Gustavo. Na época em que foi descoberto, recebeu incentivos de uma grande gravadora, o que lhe ajudou muito. Ele destaca ainda a importância de ter acreditado nos seus sonhos para que tudo desse certo.
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Suas primeiras composições vinham de suas próprias experiências, mas o artista admite a demora em perceber a qualidade das suas letras e melodias. Depois de guardar diversas criações ele decidiu mostrar aos amigos com quem tocava pagode e, para sua surpresa, eles gostaram muito. “Eles contaram aos meus pais que eu estava compondo, aí mostrei para todos lá em casa. Todo mundo gostou”, reconhece.
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Para compor, ele não segue uma mesma fórmula. Suas músicas, em geral, falam de amor, mas são bastante diferentes em melodias e letras. Gustavo prefere não expor preferência entre elas, destaca apenas Pra ser feliz, a música mais especial por ter aberto diversas portas e por ser a canção através da qual o cantor descobriu seu tato para a composição.
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Suas referências musicais são muitas. Frutos de diferentes partes de sua vida, traz na bagagem nomes internacionais, reverenciados astros da MPB, como Chico e Caetano. Como compositor admira Herbert Viana e, no samba, Délcio Luiz, Altay Veloso, entre outros. Aos 11 anos, começou a gostar do pagode e, consequentemente, de seus grandes representantes, como Exaltasamba, Soweto, Negritude Jr., Sensação, e conta terem sido esses últimos os que o influenciaram de “imediato”. .......................................................................Foto: Mariana Melleu
Quando questionado a respeito da probabilidade de desenvolver projetos como ator, Gustavo Lins é categórico: "Meu projeto é mais musical, quero seguir compondo e cantando", ele afirma, ainda, estar constantemente lapidando suas letras e trabalhando em cima de novas composições. O experiente músico diz estarem surgindo novos talentos no pagode e aposta em novos e bons frutos. Para isso ele destaca a importância dos legados deixados por renomados músicos aos futuros artistas desse gênero, que está em constante expansão no Brasil.
Como um grande momento em sua trajetória, ele relembra a gravação do seu DVD no ano de 2005. “Recordo muito poucas coisas que disse e fiz, de quase nada. Estava em êxtase na hora da gravação durante o show, só lembro que a mão tremia na primeira música”, descreve. Ele explica ter sido um dos primeiros a gravar um DVD dentro desse estilo musical, que era algo muito novo, o que tornou o momento ainda mais emocionante e especial.
Por fim, ele elogia a participação dos gaúchos: “É uma cidade muito importante, a galera prestigia e valoriza o pessoal do segmento, adoro como eu sou recebido aqui”. Depois de sete anos, o cantor ainda vem com força ao estado e seu fã-clube segue firme, coisas que o deixam muito feliz e o motivam para continuar construindo a sua carreira.